Cacau

Cacau (Theobroma cacao)

O cacau é um fruto nativo da Amazônia que contém compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias associadas a potenciais benefícios para a saúde cardiovascular e cognitiva. Além do aspecto medicinal, a cadeia produtiva do cacau na Amazônia se destaca por suas práticas sustentáveis e agroecológicas que promovem o equilíbrio com a conservação ambiental. Nos sistemas agroflorestais, o cacau é plantado junto com outras espécies, valorizando a diversidade ecológica da Amazônia. A cadeia produtiva do cacau contribui para a economia regional conservando a biodiversidade.

Açaí

Açaí (Euterpe oleracea)

A cadeia do açaí consiste em uma fonte essencial de subsistência e expressão da identidade cultural para os povos tradicionais. Originária da região, a palmeira de açaí e seu fruto tornaram-se ícones culinários. Além de seu valor econômico como fonte de empregos e renda, o açaí é reconhecido como um superalimento rico em antioxidantes, fibras, vitaminas B1, C e E e minerais, associado a benefícios como o fortalecimento dos sistemas imunológico e cardiovascular e ao bom funcionamento do intestino.

Castanha-do-Pará

Castanha-do Pará (Bertholletia excelsa)

Também conhecida como castanha-do-Brasil, é uma fonte crucial de subsistência e renda para comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas da Amazônia. Além de seu valor econômico, a castanha se destaca pela contribuição à segurança alimentar, fornecendo nutrientes essenciais como selênio, proteínas e ácidos graxos, que garantem a subsistência alimentar para as comunidades locais. A cadeia produtiva da castanha desempenha um papel vital na valorização cultural, segurança alimentar e conservação ambiental.

Artesanato

Artesanato

Expressão viva da rica diversidade cultural da região, a cadeia produtiva do artesanato é crucial para os amazônidas. Além de preservar tradições, o artesanato gera renda para comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, contribuindo para a inclusão econômica, especialmente das mulheres. Por usar produtos de diversas espécies, como caroços de frutas do açaí e do tucumã, uma infinidade de sementes, cipós e palhas, e fomentar um comércio que, com a Internet, passou a ir além das fronteiras dos territórios.

Ervas medicinais

Ervas medicinais

As ervas medicinais são uma fonte rica de conhecimento tradicional e potencial terapêutico e medicinal. De plantas como a unha-de-gato (Uncaria tomentosa), com potencial anti-inflamatório, ao uchi-amarelo (Endopleura uchi) que está sendo

analisado em estudos contra obesidade e diabetes, a Amazônia abriga uma biodiversidade de espécies capaz impulsionar economias locais conservando práticas ancestrais e o meio ambiente.

Eco e etnoturismo

Eco e etnoturismo

O turismo desponta como potencial na bioeconomia amazônica, destacando-se duas vertentes sustentáveis para impulsionar as economias locais, respeitando os povostradicionais e promovendo a conservação ambiental. O ecoturismo envolve atividades de apreciação da biodiversidade, como trilhas e visitas a pontos turísticos. Já o etnoturismo proporciona vivências culturais em comunidades tradicionais, permitindo aos turistas acompanharem atividades do cotidiano, como pesca e produção de artesanato.

Óleos vegetais

Óleos vegetais

Ricos como a própria Amazônia, os óleos extraídos de espécies como Andiroba, Copaíba e Buriti são valorizados por suas aplicações na indústria e medicina tradicional, incluindo a produção de cosméticos. Eles fortalecem práticas de manejo comunitários, práticas que geram renda e contribuem para a conservação da biodiversidade.

Cacau

O cacau é um fruto nativo da Amazônia que contém compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias associadas a potenciais benefícios para a saúde cardiovascular e cognitiva. Além do aspecto medicinal, a cadeia produtiva do cacau na Amazônia se destaca por suas práticas sustentáveis e agroecológicas que promovem o equilíbrio com a conservação ambiental. Nos sistemas agroflorestais, o cacau é plantado junto com outras espécies, valorizando a diversidade ecológica da Amazônia. A cadeia produtiva do cacau contribui para a economia regional conservando a biodiversidade.

Açaí

A cadeia do açaí consiste em uma fonte essencial de subsistência e expressão da identidade cultural para os povos tradicionais. Originária da região, a palmeira de açaí e seu fruto tornaram-se ícones culinários. Além de seu valor econômico como fonte de empregos e renda, o açaí é reconhecido como um superalimento rico em antioxidantes, fibras, vitaminas B1, C e E e minerais, associado a benefícios como o fortalecimento dos sistemas imunológico e cardiovascular e ao bom funcionamento do intestino.

Castanha-do-Pará

Também conhecida como castanha-do-Brasil, é uma fonte crucial de subsistência e renda para comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas da Amazônia. Além de seu valor econômico, a castanha se destaca pela contribuição à segurança alimentar, fornecendo nutrientes essenciais como selênio, proteínas e ácidos graxos, que garantem a subsistência alimentar para as comunidades locais. A cadeia produtiva da castanha desempenha um papel vital na valorização cultural, segurança alimentar e conservação ambiental.

Artesanato

Expressão viva da rica diversidade cultural da região, a cadeia produtiva do artesanato é crucial para os amazônidas. Além de preservar tradições, o artesanato gera renda para comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, contribuindo para a inclusão econômica, especialmente das mulheres. Por usar produtos de diversas espécies, como caroços de frutas do açaí e do tucumã, uma infinidade de sementes, cipós e palhas, e fomentar um comércio que, com a Internet, passou a ir além das fronteiras dos territórios.

Ervas medicinais

As ervas medicinais são uma fonte rica de conhecimento tradicional e potencial terapêutico e medicinal. De plantas como a unha-de-gato (Uncaria tomentosa), com potencial anti-inflamatório, ao uchi-amarelo (Endopleura uchi) que está sendo

analisado em estudos contra obesidade e diabetes, a Amazônia abriga uma biodiversidade de espécies capaz impulsionar economias locais conservando práticas ancestrais e o meio ambiente.

Eco e etnoturismo

O turismo desponta como potencial na bioeconomia amazônica, destacando-se duas vertentes sustentáveis para impulsionar as economias locais, respeitando os povostradicionais e promovendo a conservação ambiental. O ecoturismo envolve atividades de apreciação da biodiversidade, como trilhas e visitas a pontos turísticos. Já o etnoturismo proporciona vivências culturais em comunidades tradicionais, permitindo aos turistas acompanharem atividades do cotidiano, como pesca e produção de artesanato.

Óleos vegetais

Ricos como a própria Amazônia, os óleos extraídos de espécies como Andiroba, Copaíba e Buriti são valorizados por suas aplicações na indústria e medicina tradicional, incluindo a produção de cosméticos. Eles fortalecem práticas de manejo comunitários, práticas que geram renda e contribuem para a conservação da biodiversidade.

Conheça alguns produtos da Amazônia

Sabor da biodiversidade​

Uma geleia que combina o sabor adocicado da manga Ubá com cumaru, uma semente conhecida como a baunilha da Amazônia. O cumaru é usado na medicina tradicional há gerações e valorizado pelas indústrias de cosméticos, farmacêutica e pela gastronomia, por conta de seu sabor e aroma com notas de baunilha, canela e chocolate. A coleta é uma atividade tradicional nos meses de seca, quando os frutos amadurecem. O manejo promove o monitoramento do território.​

A geleia é um dos produtos oriundos da biodiversidade da SoulBrasil Cuisine, que também usa como matéria prima o açaí, cacau e pimentas jiquitaia, murupi e cumari, todas da Amazônia. ​

Farinha de coco babaçu​

O coco babaçu é colhido quando está recém caído de maduro das palmeiras. O produto utilizado para a produção da farinha é fruto de plantios orgânicos feitos por famílias ribeirinhas e indígenas da região do Médio Rio Xingu, no Pará, sem uso de agrotóxicos ou fertilizantes. ​

A farinha de babaçu é produzida a partir do mesocarpo do coco, uma parte branca e fibrosa que fica entre a amêndoa e a casca. Após a coleta do coco babaçu, os extrativistas retiram a casca e deixam o mesocarpo secando ao sol. Depois da secagem, o mesocarpo é processado nas miniusinas, transformado em farinha e cuidadosamente embalado. Rico em ferro e fibras, é uma ótima substituta ao amido de milho.​

Óleo de babaçu​

Com aplicações nas indústrias cosmética, alimentícia, de sabões, detergentes e lubrificantes, o óleo de babaçu é produzido a partir da amêndoa do coco babaçu, o fruto de uma palmeira nativa da Amazônia. ​

A extração é feita a frio, nas miniusinas ribeirinhas e indígenas do médio Xingu, agregando valor ao produto e fortalecendo o papel das comunidades tradicionais na cadeia de valor.​

A Rede de Cantinas Terra do Meio, formada por coletivos de pequenos agricultores, indígenas, quilombolas e extrativistas comercializa o óleo por meio da marca Vem do Xingu.​

Óleo de castanha-do-Pará​

O óleo de castanha-do-Pará é extraído por populações extrativistas da Terra do Meio, no Pará, artesanalmente ou em miniusinas que combinam o conhecimento tradicional com tecnologias de processamento de alimentos. ​

Ele é fruto do manejo das castanheiras, prática tradicional dos povos da floresta. A coleta das castanhas costuma ocorrer entre dezembro e abril. ​

O óleo pode ser usado na culinária, como no preparo de arroz, salada, carnes e bolos. A castanha tem um alto valor energético e potencial anti-inflamatório e antioxidante. ​

Óleo de Andiroba​

O uso do óleo da Andiroba, uma espécie de árvore nativa da Amazônia, com fins medicinais faz parte da cultura ancestral dos povos da floresta. ​

Ele é extraído das sementes de forma artesanal por comunidades quilombolas da região de Oriximiná, que vêm transformando essa tradição em fonte de renda. ​

Com uso potencial pela indústria cosmética, o óleo de andiroba também é muito procurado por suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, hidratante e repelente de insetos. ​

Óleo de copaíba​

O óleo de copaíba é uma resina extraída das copaibeiras, árvores da espécie Copaifera, que são nativas da Amazônia. A extração é feita durante todo o ano por meio da perfuração de seu tronco com um trado – ferramenta que lembra um saca rolhas – para permitir que o óleo escape. ​

No quilombo de Oriximiná, no Pará, o mais antigo do país, os quilombolas fazem o uso do óleo de copaíba há dezenas de anos, principalmente para fins medicinais, como anti-inflamatório, cicatrizante, no tratamento de eczemas, doenças respiratórias, dores de garganta e de ouvido, entre outros. O produto é um dos mais importantes para a renda comunitária.​

Raízes do açaí​

O café de açaí é uma bebida funcional feita a partir do reaproveitamento do caroço do açaí, um fruto rico em fibras e antioxidantes. ​

Além de oferecer uma alternativa saudável e sem cafeína ao café tradicional, o café de açaí foi desenvolvido pensando em fomentar uma economia circular em torno da cadeia produtiva do açaí, reduzindo os resíduos e impactos ambientais gerados pelo descarte do caroço, que representa 85% do fruto mas, geralmente, é descartado nas ruas e rios. ​

A venda dos caroços de açaí beneficia, principalmente, mulheres ribeirinhas. ​

Castanha amazônica​

A Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) reúne cooperativas de extrativistas e agricultores familiares de 18 municípios do Acre, que envolvem mais de 2,5 mil famílias. A cooperativa é responsável por uma das maiores produções de castanha beneficiada do país. Além da castanha-do Pará, a Cooperacre beneficia polpa de frutas, palmito de pupunha e látex.​

Seus produtos chegam a mais de 20 estados brasileiros e pelo menos 11 países. A borracha, por exemplo, é usada na fabricação de tênis de marcas internacionais como a francesa Veja – VERT no Brasil.​

Pimenta Baniwa​

Produzida pelo povo indígena Baniwa, do Alto Rio Negro, no Amazonas, a pimenta jiquitaia é fruto da diversidade e do cuidado das mulheres indígenas. O cultivo é baseado no Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Iphan em 2010. ​

Embalados e comercializados nas próprias comunidades ao longo das margens do rio Içana, as pimentas se tornaram uma iguaria culinária e hoje são encontradas na internet e em lojas físicas em diversos estados do país e nos EUA.​

Xarope de jambu​

O xarope de jambu, uma erva típica da região Norte rica em ferro e vitamina C, é um dos produtos mais vendidos do Centro do Empreendedor Indígena Yandé Muraki, em Manaus. ​

Segundo Yuri Magno, indígena responsável pelo produto, a mistura usa folha do jambu e outras plantas, como cumaru e seiva de jatobá. A infusão combate tosse, dores no peito e funciona como um expectorante natural.​

O jambu, conhecido por provocar uma sensação de dormência na boca quando consumido, também é bastante apreciado na culinária amazônica.​

Sanöma ​
Cogumelo Yanomami​

Produto do Sistema Agrícola Tradicional Yanomami, esses cogumelos são cultivados pelo povo Sanöma – um subgrupo Yanomami que habita a região de Awaris, nas florestas de montanha do extremo Noroeste de Roraima, na Terra Indígena Yanomami – com a floresta. Os Sanöma têm o cogumelo na base da dieta, consumindo como proteína para substituir a carne quando não há caça disponível. ​

A produção de 15 espécies diferentes de cogumelo é resultado de um profundo conhecimento da ecologia e do manejo da floresta. Por meio de parcerias entre organizações indígenas e empresas, o cogumelo Yanomami pode ser adquirido por lojas que vendem o produto em diversos estados ou pela internet. ​

Chocolate com pimenta​

Os chocolates Nakau usam pimentas Jiquitaia cultivadas nas roças e quintais das mulheres indígenas do povo Baniwa que habita a região do Alto Rio Negro, no Amazonas, em sua produção.​

A marca é da Na Floresta Alimentos Amazônicos, uma empresa de impacto socioambiental criada em 2013 e que trabalha com comunidades ribeirinhas, extrativistas e indígenas. ​

Com uma vasta linha de sabores, o chocolate Nakau é feito 100% com cacau orgânico de áreas de várzea do Amazonas, com o propósito de valorizar os povos tradicionais e fortalecer os sistemas tradicionais de produção, que ajudam a manter a floresta em pé. ​

Tucum​

A Tucum é uma plataforma de venda de artes indígenas. Ela foi criada com o intuito de assessorar as organizações indígenas na estruturação da cadeia produtiva do artesanato, do desenvolvimento de seus negócios até a venda. ​

A plataforma facilita a comercialização ao conectar artesãs e artesãos de aproximadamente 40 povos indígenas a consumidores. No site é possível encontrar de utensílios domésticos e objetivos decorativos a biojóias, cestarias, roupas e instrumentos musicais indígenas.​

Da Tribu​

O encontro entre a Da Tribu, uma marca que nasceu em 2009, e comunidades extrativistas do Pará, mostra um novo caminho para a moda sustentável.​

Apostando em conceitos sustentáveis, as peças ganham nova essência com o uso do fio de algodão ecológico banhado em látex, o ouro branco da Amazônia, extraído por famílias de seringueiros da Ilha de Cotijuba, uma Área de Proteção Ambiental que integra a Grande Belém. ​

A extração do látex que dá forma a brincos, colares, pulseias, anéis e os mais diversos acessórios, é feita por duas famílias que têm nesta a sua principal atividade econômica, gerando impacto positivo sobre cerca de 30 famílias. ​

Chocolates ​
De Mendes​

Com produção artesanal, desde 2014, a De Mendes produz chocolate com frutos e conhecimentos amazônicos. ​

A busca pelo cacau nativo ou selvagem levou a empresa a buscar parcerias com comunidades tradicionais da Amazônia, que receberam treinamento para todas as etapas da produção de um cacau fino, da colheita à secagem. ​

O trabalho da De Mendes está baseado em duas vertentes: uso exclusivo de cacau nativo da Amazônia e associação com comunidades tradicionais no processo produtivo.​

Filha do Combu, ​
o chocolate da floresta​

Produção orgânica de cacau com base em sistema agroflorestal administrado por dona Nena, uma mulher ribeirinha da Ilha do Combu, no Pará, que se inspirou no conhecimento e na tradição familiar para fabricar chocolate de forma artesanal. ​

A Filha do Combu fomenta o plantio sustentável de famílias da região e estimula o ecoturismo gastronômico, atraindo visitantes interessados em conhecer a produção. O chocolate também é vendido para restaurantes e gastrônomos, além de exportado para outros países.​

Pirarucu de manejo​

Gosto da Amazônia é a marca criada por ribeirinhos que fazem manejo sustentável do Pirarucu, beneficiam e comercializam o pescado para todo o país. É mantido por um coletivo de pescadores, representantes de organizações de base, técnicos e pesquisadores das bacias dos rios Purus, Negro, Juruá e Solimões.​

O objetivo do Coletivo é unir iniciativas de manejo sustentável do pirarucu no Amazonas para articulação conjunta de estratégias de valorização e fortalecimento, contribuindo para a consolidação de uma cadeia de valor do pirarucu de manejo sustentável economicamente e socialmente justa.​

Ervas e garrafadas​

Marapoama, pau ferro, cavalinha, espinheira santa, jucá, ipê-roxo, andiroba, copaíba, aroeira, paxiúba, carrapatinho. No mercado do Ver-o-Peso, em Belém, as tradicionais erveiras, famosas pelas garrafadas para todo e qualquer mal, são as guardiãs do conhecimento ancestral de manejo das plantas para uso medicinal ou terapêutico. ​

O uso das plantas medicinais está presente na história da humanidade desde as primeiras civilizações, como os egípcios, chineses e hindus. Na Amazônia, esse conhecimento é dominado, principalmente, pelos povos da floresta, como indígenas, quilombolas e caboclos. ​

Conheça alguns produtos da Amazônia

Sabor da biodiversidade​

Uma geleia que combina o sabor adocicado da manga Ubá com cumaru, uma semente conhecida como a baunilha da Amazônia. O cumaru é usado na medicina tradicional há gerações e valorizado pelas indústrias de cosméticos, farmacêutica e pela gastronomia, por conta de seu sabor e aroma com notas de baunilha, canela e chocolate. A coleta é uma atividade tradicional nos meses de seca, quando os frutos amadurecem. O manejo promove o monitoramento do território.​

A geleia é um dos produtos oriundos da biodiversidade da SoulBrasil Cuisine, que também usa como matéria prima o açaí, cacau e pimentas jiquitaia, murupi e cumari, todas da Amazônia. ​

Farinha de coco babaçu​

O coco babaçu é colhido quando está recém caído de maduro das palmeiras. O produto utilizado para a produção da farinha é fruto de plantios orgânicos feitos por famílias ribeirinhas e indígenas da região do Médio Rio Xingu, no Pará, sem uso de agrotóxicos ou fertilizantes. ​

A farinha de babaçu é produzida a partir do mesocarpo do coco, uma parte branca e fibrosa que fica entre a amêndoa e a casca. Após a coleta do coco babaçu, os extrativistas retiram a casca e deixam o mesocarpo secando ao sol. Depois da secagem, o mesocarpo é processado nas miniusinas, transformado em farinha e cuidadosamente embalado. Rico em ferro e fibras, é uma ótima substituta ao amido de milho.​

Óleo de babaçu​

Com aplicações nas indústrias cosmética, alimentícia, de sabões, detergentes e lubrificantes, o óleo de babaçu é produzido a partir da amêndoa do coco babaçu, o fruto de uma palmeira nativa da Amazônia. ​

A extração é feita a frio, nas miniusinas ribeirinhas e indígenas do médio Xingu, agregando valor ao produto e fortalecendo o papel das comunidades tradicionais na cadeia de valor.​

A Rede de Cantinas Terra do Meio, formada por coletivos de pequenos agricultores, indígenas, quilombolas e extrativistas comercializa o óleo por meio da marca Vem do Xingu.​

Óleo de castanha-do-Pará​

O óleo de castanha-do-Pará é extraído por populações extrativistas da Terra do Meio, no Pará, artesanalmente ou em miniusinas que combinam o conhecimento tradicional com tecnologias de processamento de alimentos. ​

Ele é fruto do manejo das castanheiras, prática tradicional dos povos da floresta. A coleta das castanhas costuma ocorrer entre dezembro e abril. ​

O óleo pode ser usado na culinária, como no preparo de arroz, salada, carnes e bolos. A castanha tem um alto valor energético e potencial anti-inflamatório e antioxidante. ​

Óleo de Andiroba​

O uso do óleo da Andiroba, uma espécie de árvore nativa da Amazônia, com fins medicinais faz parte da cultura ancestral dos povos da floresta. ​

Ele é extraído das sementes de forma artesanal por comunidades quilombolas da região de Oriximiná, que vêm transformando essa tradição em fonte de renda. ​

Com uso potencial pela indústria cosmética, o óleo de andiroba também é muito procurado por suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, hidratante e repelente de insetos. ​

Óleo de copaíba​

O óleo de copaíba é uma resina extraída das copaibeiras, árvores da espécie Copaifera, que são nativas da Amazônia. A extração é feita durante todo o ano por meio da perfuração de seu tronco com um trado – ferramenta que lembra um saca rolhas – para permitir que o óleo escape. ​

No quilombo de Oriximiná, no Pará, o mais antigo do país, os quilombolas fazem o uso do óleo de copaíba há dezenas de anos, principalmente para fins medicinais, como anti-inflamatório, cicatrizante, no tratamento de eczemas, doenças respiratórias, dores de garganta e de ouvido, entre outros. O produto é um dos mais importantes para a renda comunitária.​

Raízes do açaí​

O café de açaí é uma bebida funcional feita a partir do reaproveitamento do caroço do açaí, um fruto rico em fibras e antioxidantes. ​

Além de oferecer uma alternativa saudável e sem cafeína ao café tradicional, o café de açaí foi desenvolvido pensando em fomentar uma economia circular em torno da cadeia produtiva do açaí, reduzindo os resíduos e impactos ambientais gerados pelo descarte do caroço, que representa 85% do fruto mas, geralmente, é descartado nas ruas e rios. ​

A venda dos caroços de açaí beneficia, principalmente, mulheres ribeirinhas. ​

Castanha amazônica​

A Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) reúne cooperativas de extrativistas e agricultores familiares de 18 municípios do Acre, que envolvem mais de 2,5 mil famílias. A cooperativa é responsável por uma das maiores produções de castanha beneficiada do país. Além da castanha-do Pará, a Cooperacre beneficia polpa de frutas, palmito de pupunha e látex.​

Seus produtos chegam a mais de 20 estados brasileiros e pelo menos 11 países. A borracha, por exemplo, é usada na fabricação de tênis de marcas internacionais como a francesa Veja – VERT no Brasil.​

Pimenta Baniwa​

Produzida pelo povo indígena Baniwa, do Alto Rio Negro, no Amazonas, a pimenta jiquitaia é fruto da diversidade e do cuidado das mulheres indígenas. O cultivo é baseado no Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Iphan em 2010. ​

Embalados e comercializados nas próprias comunidades ao longo das margens do rio Içana, as pimentas se tornaram uma iguaria culinária e hoje são encontradas na internet e em lojas físicas em diversos estados do país e nos EUA.​

Xarope de jambu​

O xarope de jambu, uma erva típica da região Norte rica em ferro e vitamina C, é um dos produtos mais vendidos do Centro do Empreendedor Indígena Yandé Muraki, em Manaus. ​

Segundo Yuri Magno, indígena responsável pelo produto, a mistura usa folha do jambu e outras plantas, como cumaru e seiva de jatobá. A infusão combate tosse, dores no peito e funciona como um expectorante natural.​

O jambu, conhecido por provocar uma sensação de dormência na boca quando consumido, também é bastante apreciado na culinária amazônica.​

Sanöma ​
Cogumelo Yanomami​

Produto do Sistema Agrícola Tradicional Yanomami, esses cogumelos são cultivados pelo povo Sanöma – um subgrupo Yanomami que habita a região de Awaris, nas florestas de montanha do extremo Noroeste de Roraima, na Terra Indígena Yanomami – com a floresta. Os Sanöma têm o cogumelo na base da dieta, consumindo como proteína para substituir a carne quando não há caça disponível. ​

A produção de 15 espécies diferentes de cogumelo é resultado de um profundo conhecimento da ecologia e do manejo da floresta. Por meio de parcerias entre organizações indígenas e empresas, o cogumelo Yanomami pode ser adquirido por lojas que vendem o produto em diversos estados ou pela internet. ​

Chocolate com pimenta​

Os chocolates Nakau usam pimentas Jiquitaia cultivadas nas roças e quintais das mulheres indígenas do povo Baniwa que habita a região do Alto Rio Negro, no Amazonas, em sua produção.​

A marca é da Na Floresta Alimentos Amazônicos, uma empresa de impacto socioambiental criada em 2013 e que trabalha com comunidades ribeirinhas, extrativistas e indígenas. ​

Com uma vasta linha de sabores, o chocolate Nakau é feito 100% com cacau orgânico de áreas de várzea do Amazonas, com o propósito de valorizar os povos tradicionais e fortalecer os sistemas tradicionais de produção, que ajudam a manter a floresta em pé. ​

Tucum​

A Tucum é uma plataforma de venda de artes indígenas. Ela foi criada com o intuito de assessorar as organizações indígenas na estruturação da cadeia produtiva do artesanato, do desenvolvimento de seus negócios até a venda. ​

A plataforma facilita a comercialização ao conectar artesãs e artesãos de aproximadamente 40 povos indígenas a consumidores. No site é possível encontrar de utensílios domésticos e objetivos decorativos a biojóias, cestarias, roupas e instrumentos musicais indígenas.​

Da Tribu​

O encontro entre a Da Tribu, uma marca que nasceu em 2009, e comunidades extrativistas do Pará, mostra um novo caminho para a moda sustentável.​

Apostando em conceitos sustentáveis, as peças ganham nova essência com o uso do fio de algodão ecológico banhado em látex, o ouro branco da Amazônia, extraído por famílias de seringueiros da Ilha de Cotijuba, uma Área de Proteção Ambiental que integra a Grande Belém. ​

A extração do látex que dá forma a brincos, colares, pulseias, anéis e os mais diversos acessórios, é feita por duas famílias que têm nesta a sua principal atividade econômica, gerando impacto positivo sobre cerca de 30 famílias. ​

Chocolates ​
De Mendes​

Com produção artesanal, desde 2014, a De Mendes produz chocolate com frutos e conhecimentos amazônicos. ​

A busca pelo cacau nativo ou selvagem levou a empresa a buscar parcerias com comunidades tradicionais da Amazônia, que receberam treinamento para todas as etapas da produção de um cacau fino, da colheita à secagem. ​

O trabalho da De Mendes está baseado em duas vertentes: uso exclusivo de cacau nativo da Amazônia e associação com comunidades tradicionais no processo produtivo.​

Filha do Combu, ​
o chocolate da floresta​

Produção orgânica de cacau com base em sistema agroflorestal administrado por dona Nena, uma mulher ribeirinha da Ilha do Combu, no Pará, que se inspirou no conhecimento e na tradição familiar para fabricar chocolate de forma artesanal. ​

A Filha do Combu fomenta o plantio sustentável de famílias da região e estimula o ecoturismo gastronômico, atraindo visitantes interessados em conhecer a produção. O chocolate também é vendido para restaurantes e gastrônomos, além de exportado para outros países.​

Pirarucu de manejo​

Gosto da Amazônia é a marca criada por ribeirinhos que fazem manejo sustentável do Pirarucu, beneficiam e comercializam o pescado para todo o país. É mantido por um coletivo de pescadores, representantes de organizações de base, técnicos e pesquisadores das bacias dos rios Purus, Negro, Juruá e Solimões.​

O objetivo do Coletivo é unir iniciativas de manejo sustentável do pirarucu no Amazonas para articulação conjunta de estratégias de valorização e fortalecimento, contribuindo para a consolidação de uma cadeia de valor do pirarucu de manejo sustentável economicamente e socialmente justa.​

Ervas e garrafadas​

Marapoama, pau ferro, cavalinha, espinheira santa, jucá, ipê-roxo, andiroba, copaíba, aroeira, paxiúba, carrapatinho. No mercado do Ver-o-Peso, em Belém, as tradicionais erveiras, famosas pelas garrafadas para todo e qualquer mal, são as guardiãs do conhecimento ancestral de manejo das plantas para uso medicinal ou terapêutico. ​

O uso das plantas medicinais está presente na história da humanidade desde as primeiras civilizações, como os egípcios, chineses e hindus. Na Amazônia, esse conhecimento é dominado, principalmente, pelos povos da floresta, como indígenas, quilombolas e caboclos. ​

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