Metadados comuns
Descrição
O conceito de "Futuro Ancestral" explora a relação entre o conhecimento tradicional e as tecnologias contemporâneas, como um caminho mais integrado e inovador. Autores brasileiros como Ailton Krenak e Davi Kopenawa têm destacado a importância de reconhecer e valorizar a sabedoria dos povos indígenas, defendendo uma abordagem mais holística e sustentável para enfrentar os desafios atuais, como a crise ambiental, sanitária, imigratória e social. Eles argumentam que os conhecimentos acumulados ao longo de gerações milenares podem contribuir para um mundo mais equilibrado, especialmente na busca por uma relação mais respeitosa com o planeta.
Além dos conhecimentos indígenas, pensar em possibilidades de conexão entre passado e futuro não como uma linha reta e evolutiva está no cerne do desafio existencial dos museus, cuja função educativa e cultural passa primordialmente por conectar diferentes tempos e culturas num espaço seguro para reflexão, diálogo e produção de conhecimento. Museus de História Natural preservam muitas vezes espécies que não mais existem em seu meio natural e, podem fomentar novos estudos. Museus comunitários reinventam tecnologias em prol do desenvolvimento econômico de regiões. Centros de Ciência apoiam na disseminação e popularização das ciências como espaços de informação confiável e engajada com educação.
A perspectiva imagética de novos futuros inclui também dar voz e luz a conhecimentos silenciados e oprimidos, numa perspectiva antirracista, de lutas por justiça social, igualdade de oportunidades e respeito aos seus direitos humanos.
Paralelamente surgem outras teorias como o afrofuturismo, movimento cultural e artístico que combina elementos da cultura afrodescendente com ficção científica, fantasia e tecnologia futurista. Surgido nas décadas de 1950 e 1960, ganhou destaque especialmente na música, literatura, cinema e arte visual. Este movimento busca reimaginar o passado, presente e futuro dos povos africanos e afrodescendentes, muitas vezes desafiando narrativas dominantes e explorando novas possibilidades de identidade, sociedade e espiritualidade, trazendo visões de mundo onde a herança africana é celebrada e integrada de maneira vibrante e inovadora.
Pensar um "Futuro Ancestral" é, portanto, pensar diversidade, antirracismo, igualdade de gênero, manejo ético e sustentável dos recursos naturais para garantir o futuro da humanidade e do planeta.
Na 13ª edição do SESI Lab, imaginamos futuro por meio de oficinas, apresentações musicais e uma conversa inspiradora.
Programação
Hall de entrada
19h-21h30: Performance com uso do painel de LED - Roberta Carvalho
20h-21h30: DJ Eric Terena
22h-23h30: Larissa Luz
Túnel
20h30-21h30: Conversa poética sobre Tecnologias Ancestrais e Bioeconomia, com Eduardo Carvalho e André Baniwa
Galeria Imaginando Futuros
19h-21h: Oficina Jogo da Onça
Espaço Maker
20h-22h: Oficina Janelas da Memória
Experimento Lab
20h-22h: Oficina Tecendo Estrelas
Data de início
27 de junho de 2024
Data de final
27 de junho de 2024
Tema
Tipo da atividade
Evento




