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Descrição
Vivemos na Era do Algoritmo, uma época em que essa palavra complexa e indefinida permeia quase todas as nossas interações. A segunda década do século 21 tem sido marcada por debates sobre como os algoritmos e a inteligência artificial têm modificado a sociedade e seu potencial para transformá-la ainda mais. Nesse contexto, surgem perguntas sobre os limites éticos dessa relação, quantas empresas controlam vastas quantidades de informações e como a inteligência artificial continuará a moldar as formas de trabalho. Essas questões são frequentes em pesquisas que cercam o tema, alimentando incertezas.
Livros, filmes e documentários especulam sobre o impacto das novas tecnologias em nossas vidas, oscilando entre a euforia e o horror. Reconhecimento facial é utilizado em uma variedade de serviços em todo o mundo, desde o desbloqueio de smartphones até o monitoramento da frequência dos funcionários no ambiente de trabalho; polícias capturam criminosos foragidos; médicos diagnosticam doenças por meio de imagens e reações de seus pacientes; próteses robóticas melhoram a mobilidade e a qualidade de vida de cada vez mais pessoas; e profissionais criativos e industriais utilizam inteligência artificial em suas criações.
Uma questão comum é quem ensina as máquinas e como podemos garantir que essa nova tecnologia generativa não perpetue preconceitos e vieses sociais estruturais. O limite ético do uso dessas informações pelo Estado e pelas empresas é uma preocupação constante. Pesquisadores argumentam que uma massa de dados maior e mais diversa pode ajudar a equilibrar possíveis vieses e distorções, mas isso ainda é um desafio significativo que requer qualificação de pesquisa, legislação adequada e políticas públicas regulatórias internacionais.
O documentário "Coded Bias", disponível na Netflix, critica o uso da inteligência artificial para o reconhecimento facial e alerta para os perigos do preconceito codificado. Mais de 117 milhões de pessoas têm seus rostos reconhecidos pela polícia nos Estados Unidos, levantando questões sobre o uso a longo prazo dessas informações em um contexto de instabilidade política global. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e discussões sobre o relacionamento do Estado e da sociedade com essa rede de algoritmos e dados estão apenas começando.
Portanto, é necessário refletir sobre como os mesmos algoritmos que facilitam aspectos de nossas vidas também podem manifestar comportamentos racistas, machistas e/ou fortalecer sistemas autoritários de vigilância. No entanto, é inegável que vivemos na Era do Algoritmo e precisamos aprender a lidar com isso.
Na 11ª edição do Night Lab, convidamos você a refletir sobre esses algoritmos que estão em toda parte e como podemos conviver com eles, conhecendo e reconhecendo novas formas respeitosas de agir. A noite será preenchida com música, ciência e arte, incluindo visitas às galerias, oficinas, shows e uma conversa especial sobre inteligência artificial e a web 3.0.
Programação
Hall de entrada:
19h-21h30: Performance com uso do painel de LED - Artur Cabral
20h21h30: Discotecagem com VENGA-VENGA
22h-23h30: Apresentação musical - Maria Beraldo
Túnel
20h30-21h30: Conversa poética sobre inteligência artificial e Web3.0, com Zaika dos Santos
Galeria Imaginando Futuros:
19h30-21h30: Ativação Espelho virtual
Espaço Maker:
20h-22h: Oficina Experimentando o corpo aumentado
Experimento Lab:
20h-22h: Oficina Enganando a IA
Data de início
4 de abril de 2024
Data de final
4 de abril de 2024
Tipo da atividade
Evento




