Metadados comuns
Descrição
Segundo o geógrafo Milton Santos, O presente é uma escolha de futuros possíveis.
A palavra Antropoceno aparece hoje no título de centenas de livros e artigos científicos, em milhares de citações, e seu uso continua a crescer nos meios de comunicação. Referindo-se à época em que as ações humanas começaram a provocar alterações biofísicas em escala planetária, ela foi criada nos anos 1980 pelo biólogo norte-americano Eugene Stoermer e popularizado na década de 2000 por Paul Crutzen, cientista holandês e vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1995.
Especialistas constataram que essas alterações afastavam o Sistema Terra do relativo equilíbrio observado desde o início do Holoceno, há 11.700 anos. Para marcar o início dessa nova era, eles propuseram simbolicamente o ano de 1784, o ano em que o inventor escocês James Watt aperfeiçoou a máquina a vapor com novas invenções, que também corresponde ao início da revolução industrial e da utilização dos combustíveis fósseis.
A teoria do Antropoceno desde então vem movimentando discussões não apenas nos ambientes acadêmicos, mas também nas escolas, nos museus e nas artes. As conferências do clima e os encontros da Organização das Nações Unidas há algumas décadas também ecoam essas discussões e a emergência em torno das questões climáticas e de defesa dos ecossistemas e da biodiversidade.
Limites planetários perigosos de se atravessar vem sendo tensionados a cada ano, a cada década, tornando alguns patamares preocupantes, entre eles, as mudanças climáticas, a cobertura vegetal, perda de biodiversidade e extinções (a chamada “sexta extinção”) e fluxos biogeoquímicos (com os ciclos do fósforo e do nitrogênio desempenhando um papel crucial).
Além desses limites, outros indicadores disponíveis sobre consumo de recursos primários, uso de energia, aumento populacional, atividade econômica e degradação da biosfera aumentaram de forma considerável após a Segunda Guerra Mundial. Essa hiper aceleração é insustentável para o planeta, e, no entanto, as medidas para sua contenção são extremamente complexas e requerem esforços de todo o planeta.
Desde a abertura do SESI Lab, uma de nossas galerias se dedica a “Imaginar futuros” como um exercício potente de cocriação unindo jogos interativos, arte, modelos matemáticos e tecnologia. Nessa galeria, os diferentes públicos são convidados a refletir sobre como nos relacionamos entre decisões individuais e coletivas, com o planeta e com as nossas próprias expectativas de cenários para o amanhã.
As experiências dessa galeria e as emergências relacionadas a agenda 2030, inspiraram diretamente a 7ª edição do ano do Night Lab, quando oficinas, ativações nas galerias, debates e música envolveram o o público numa atmosfera de reflexão e de criação de futuros possíveis.
Programação
Hall de entrada
19h-20h30: Performance com uso do painel de LED - VJ Julia Ro
20h-22h: DJ Ops
22h-23h10: Apresentação Musical - Luiza Lian
Túnel
20h30-21h30: Conversa poética sobre futuros com Kananda Eller e Prof. Tiago Santos Almeida
Estação Descoberta
20h-21h: Teatro A Queda dos Sonhos
Espaço Maker
20h-22h: Oficina Máscaras Futuristas, com equipe SESI Lab e TikTok
Galeria Imaginando Futuros
19h30-21h30: Oficina Mensurando o Invisível - Pegada de Carbono
Experimento Lab
20h-21h: Oficina #Trends Possíveis com TikTok
Data de início
1 de novembro de 2023
Data de final
1 de novembro de 2023
Parceria
Tipo da atividade
Evento




